02 febrero 2008

Por morrer uma andorinha, não acaba a primavera


Carlos do Carmo - Por morrer uma andorinha

Se deixaste de ser minha
Não deixei de ser quem era
Por morrer uma andorinha
Não acaba a primavera

Como vês não estou mudado
E nem sequer descontente
Conservo o mesmo presente
E guardo o mesmo passado

Eu já estava habituado
A que não fosses sincera
Por isso eu não fico à espera
De uma emoção que eu não tinha
Se deixaste de ser minha
Não deixei de ser quem era

Vivo a vida como dantes
Não tenho menos nem mais
E os dias passam iguais
Aos dias que vão distantes

Horas, minutos, instantes
Seguem a ordem austera
Ninguem se agarre à quimera
Do que o destino encaminha
Pois por morrer uma andorinha
Não acaba a primavera


4 comentarios:

  1. Tanto las "anduriñas" como las primaveras, al igual que la energía, ni se crean ni se destruyen, sino que simplemente se transforman...

    1913: Primavera para escuchar viedo las siguientes versiones o visiones sorpresa de la primavera en otros momentos del tiempo, siempre diferente, siempre la misma:
    http://www.epdlp.com/clasica.php?id=712
    Versiones y visiones sorpresa:
    1478:
    http://www.epdlp.com/cuadro.php?id=78
    1911:
    http://www.epdlp.com/cuadro.php?id=900
    1986: http://www.epdlp.com/cuadro.php?id=537
    El 21 de marzo vendrá otra de nuevo, distinta, igual, como siempre.

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  2. ¿En serio se transforman? Pues vaya, según Becquer en su confuso poema vuelven aunque ya no sean las mismas. ¿Será que para el escritor sevillano todas las anduriñas o golondrinas son la misma golondrina?. ¿Son todos los hombres el mismo hombre?

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  3. Ja-ja-ja, qué ingenioso, uf.
    Hale, castigado sin más comentarios.

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